domingo, 4 de abril de 2010

m., de medo

Tenho algo a dizer. Odeio-te, se me tentares evitar. Odeio-te, se tudo o que me disseste é mentira. Odeio-me, por não saber o que fazer. Odeio-me, por não distinguir a verdade da mentira, o bem do mal. Odeio-me, por saber que consigo fingir que não temos vidas diferentes, separadas. Odeio-te, por saber que consegues fingir que não temos vidas separadas. Odeio-te por tudo o que me disseste. Odeio-me por tudo o que te disse. Odeio-nos, por pensarmos que podemos fazer coisas estúpidas sem magoar ninguém, e só fazemos asneiras. Asneiras! Odeio-me por não te esquecer. Odeio-te por não me esqueceres. Odeio-me por me ter prendido. Odeio-te por não teres tentado. Odeio-me por estar tão confusa. Odeio-te por ser "tudo muito estranho e confuso". Odeio-te por teres dito que não precisava de ir embora. Odeio-me por ter ficado. Odeio-te por não resistires. Odeio-me por não resistir. Odeio-nos por este jogo de toca e foge, que eu antes jogava sozinha e no qual tu agora me quiseste acompanhar. Odeio-nos por todas as mensagens, conversas, encontros. Odeio-nos por tentarmos fingir. Odeio-me por ter sido "hoje". Odeio-te por teres respondido "sempre".

E eu que estava disposta a deixar este amor em silêncio..