Entraste sem autorização. Entraste e permaneceste em ficar, e deixaram-te ficar. Teimoso, o coração. Entraste por momentos. Entraste e criaste raízes. E hoje já não sei, se te quero ou não. Hoje já não sei se o meu coração bate por ti ou para ti. Hoje já não sei, nada. Nada que o tempo não levasse para trás. Hoje já não sei o nosso passado, o nosso presente. Hoje não te conheço. Hoje és para mim alguém que frequenta os mesmo lugares que eu. És alguém parecido a alguém que amei, alguém que me amou. Alguém que acolheu no seu coração quente as minhas mãos vazias. Alguém que me soube escutar. Alguém que cuidou de mim. Alguém que me fez sorrir. Alguém que me fez voar.
E quando olho para ti, só penso que és tão parecido com ele. Mas não és ele. Ele, não sei dele. Partiu sem me avisar, levando consigo o calor a que me habituara. Roubou as cores, os sorrisos. Tirou metade de mim, metade do que eu fui, metade do que eu era, metade do que eu seria. Quebrou as promessas, o amor. E tu, tu não tens culpa. Aliás, tens, por seres tão diferente e no entanto tão parecido. E porque, de qualquer maneira, cada vez que te vejo o meu coração bate por ti (ou para ti).

E agora o meu coração ficou pequenino :(
ResponderExcluirQue aperto tãaaaaaaaaaao grande!!
As tuas palavras tocam-me sempre muito... Escreves com sentimento. Como ninguém!
Gosto MUITO de ti! <3
Beijinhos*