quarta-feira, 31 de março de 2010

Ouvi dizer

Um dia disseram-me que não havia explicação para o que eu fazia. Não havia explicação para este "toca e foge", este jogo do gato e do rato. Que me ia magoar. Que as coisas não iam correr bem. Que não te ia esquecer. Nunca. Porque parecias daqueles rapazes que quando ama, ama. E que não me ias esquecer. Porque um dia me amaste a sério. Porque se notava. E então se me amastes, ainda me amas. E que mesmo que eu queira continuar nesta loucura, que não vai dar resultado. Porque toda a gente junto a mim sente que ainda te amo, e ele também o há-de sentir. E tu também. Disseram-me que por mais que os meus neurónios me levassem a não te querer, todas as outras células do meu corpo chamavam por ti. Disseram-me que ainda pensava em ti, que ainda sonhava contigo, que me lembrava de ti a cada momento e daí muitas vezes dar por mim a chamar os meus amigos pelo teu nome. Disseram-me que nunca te ia esquecer, porque um ano depois quando falo para ti a minha voz ainda gagueja e as minhas pernas tremem. E que daqui a oitenta anos ia olhar para a pessoa ao meu lado e dizer "foi a opção certa", e quando te visse ia pensar "foi o amor da minha vida".

Um comentário:

  1. Aquilo que tu escreves toca-me tanto!! Não consigo explicar mas é quase como se fosse eu a sentir :(

    Beijinhos*

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